Padrão III
A terapia interdisciplinar propõe a integração dos profissionais na conduta do tratamento das anomalias
craniofaciais. A má-oclusão de classe III pode ser definida como uma discrepância esquelética facial,
que com o crescimento vem acarretar distorções morfológicas e funcionais ao paciente. Mesmo sendo de baixa incidência na população,
é bastante preocupante em relação a seu prognóstico. O objetivo deste artigo foi abordar de forma clínica a importância desta interrelação entre os profissionais para a obtenção do equilíbrio entre as estruturas dos sistema estomatognático.
A conduta precoce no tratamentoda mordida cruzada posterior e/ou anterior tanto pelo reflexo social como pelo ganho biológico ao crescimento crânio-facial, é unânime na literatura, principalmente quando o padrão facial revela uma característica morfogenética da má oclusão de Classe III, por deficiência
do terço médio da face.
O desenvolvimento ósseo e muscular, por sua vez, estão em íntima relação e alterações como essa podem afetar tanto um quanto o outro.Jabur16, falando especificamente de alterações funcionais em casos de Classe III, com alterações ósseas presentes, comenta que tais indivíduos podem apresentar dificuldades de vedamento labial e língua alargada, entre outros. Nesse caso, a autora acredita haver uma adaptação postural em conseqüência do meio próprio.
Tendo em vista as diversas alterações comumente encontradas nesses indivíduos, apresentaremos um caso clínico com tais características,com o objetivo de demonstrar o quanto protocolos com utilização de terapias conjuntas no tratamento de tais alterações, pode trazer benefícios para o paciente tratado.
Marcio Augusto Bortolozo